Turma da Mônica – Laços. Grafic MSP

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Eu sempre fui fã do Maurício de Souza. Meu pai tinha a assinatura, comprava os almanacões pra gente (pra gente, sei!), e eu lia tudo, todos os personagens. Amava de coração.

Mas um dia, o meu irmão mais velho, Bruno, mandou um desenho por carta (ô saudade da boa e velha carta), para a produção da revistinha.

Qual não foi nossa surpresa, quando semanas depois, chegou um mini pôster da turma da Mônica, com todos os personagens, assinado e dedicado pelo próprio Maurício de Souza? E detalhe, escrito com caneta BIC!

O pôster não era pra mim, a dedicação era pra ele, mas até hoje me encho de orgulho daquele pôster. Me orgulho do meu irmão, me orgulho da consideração que ele teve em dedicá-lo à mão pra ele, me orgulho pelo trabalho fera do cara.

Se eu era fã antes, calcula então?!

Daí começaram as Grafic MSP, anos depois, e como disse, Astronauta Magnetar me atingiu em cheio o coração. Daí veio Turma da Mônica – Laços…

E veio girando e cantando na minha vida (Vai, Sílvio!).

Os irmãos Cafaggi (Vitor e Lu), fizeram uma dupla e tanto nessa obra. Ela começa com ilustrações de época. Contando a história através de fotos de família. E aparece outras vezes. A ilustração dela é muito delicada, muito sensível, cores pastéis demonstrando um sentimento de saudade, de carinho.

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O Vitor vem com uma ilustração que faz todo o sentido. As características dos personagens: a barriguinha da Monica, a comelância da Magali, a falta de cabelo do Cebolinha, o medo de banho do Cascão, a Monica batendo nos dois, os “planos infalíveis”… (suspiros). Que delícia ler essa historinha!

É uma aventura à lá Sessao da Tarde, uma pegada Goonies mesmo. Eles entram juntos numa jornada para encontrar o Floquinho que desaparece, enfrentam perigos cada vez maiores, e vão à luta.

Gente, por favor, acreditem em mim quando digo que vocês precisam ler as Grafic MSP. São tão ricas!

Tem tantas referências: o porquê que eles não usam sapato, só o Cebolinha; as pistas que são deixadas pelo Floquinho e seu pêlo; os personagens secundários estão lá; elementos da cultura pop da época. É tão cuidadoso, tão impressionante. Uma obra que é um revival de tudo o que lemos e vivemos na nossa infância.

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E bate aquela nostalgia típica de Toy Story 3, quando a gente pensa nos amiguinhos, na brincadeiras, nos nossos bichinhos… Tem tanta coisa boa pra lembrar, não? Porque mesmo que a vida de alguns de nós não fosse o que poderíamos chamar de infância perfeita, havia inocência, despreocupação e muita diversão.

E essa história te relembra tudo isso. E foca no essencial como o Astronauta: já ligou pra aquele que sempre esteve ao seu lado? Ou deixou a amizade morrer junto com os ~scraps~ do orkut?

Lições de amizade, companheirismo, perdão, superação, proteção animal, carinho, responsabilidade, planejamento. Sério mesmo, tudo isso com muito bom humor e montado de uma forma genial.

Eles unem forças para derrotar os obstáculos e encontrarem um amigo em comum, o Floquinho. Acabam atingindo uma série de pessoas e fazendo o bem para não só eles, mas as crianças e adultos que encontram, e também os animais ao redor.

Preste atenção nos detalhes. Essa história é feita de mini histórias que te ensinam mais e mais.

Temos o maior amigo de todos, e sei que Ele está conosco em cada busca, em cada pequena vitória, comemorando e chorando conosco quando necessário.

A amizade pode nos destruir ou nos mostrar o Amor de Deus por nós.

Eu dedico a cada um dos meus amigos: Pupileiros, Heróis, 3°B… a cada um de vocês.

Vejo você no próximo review onde vamos falar de Pavor Espaciar e rir muito juntos.

Leonardo Agrelos
Se acha um host, mas não sabe houstear. Se acha um podcaster, mas tem a linguá presa. Se acha um nerd, mas nunca terminou de ler O Senhor dos Anéis. Se acha um escritor, mas sempre procura no Google como se escreve impeachment. Entre tantos achismos uma certeza, a de que tem que melhorar como pessoa para parecer menos com um babaca.
http://www.pupilasembrasas.com.br
  • daniel

    oi

    • Léo Agrelos

      Esse comentário o Nito vai adorar lê no Pupilas de Segunda.

  • Léo Agrelos

    Que coisa linda. Lembrar da infância é sempre bom. Mesmo com uma infância difícil, eu acredito que somos nos que escolhemos o que queremos lembrar. E uma das coisas que eu escolhi lembrar foi da Turma da Monica!

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