Cinegoga#29 – Questão de Tempo: prioridades primeiro

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No filme About Time, traduzido no Brasil como Questão de Tempo, conhecemos o Jovem Tim Lake, que ao completar 21 anos, descobre por seu pai, que os homens de sua família tem uma habilidade especial. Eles podem voltar no tempo e reviver momentos e experiências que já tenham vivido antes. Ele não pode alterar a história mundial, mas pode sempre reescrever a própria história.

Ao saber dessa notícia, ele resolve fazer de sua vida algo melhor, e sua primeira meta é arranjar uma namorada. Infelizmente, isso acaba sendo mais difícil do que você imagina. Ele se muda do interior da Inglaterra para a capital Londres, para trabalhar como advogado e finalmente acaba conhecendo a bela e insegura Mary. Eles se apaixonam, mas logo após isso, Tim viaja no tempo, e por realizar ações diferentes, isso faz com que eles nunca tivessem se conhecido. Por isso, eles se encontram pela primeira vez várias e várias vezes, até se apaixonarem novamente.

No resto do filme, Tim usa sua habilidade para criar o pedido de casamento perfeito, evitar um desastroso discurso de seu padrinho na cerimônia, salvar a vida de sua irmã e a carreira de seu melhor amigo. Mas uma coisa muito interessante acontece. Não vou entrar em detalhes para você não perder a surpresa do filme, caso resolva assistir. Ao tomar certas decisões, Tim desconstrói seu futuro, e ao alterá-lo perde partes importantes do que havia alcançado antes.

Isso me leva a uma reflexão acerca de como levamos nossas vidas, das decisões que tomamos e daquilo que consideramos mais importante dentro dos limites de nossa existência. Imagine que você tivesse essa mesma habilidade e pudesse refazer seu passado e alterar seu futuro. Que coisas você gostaria de mudar?

Quantas vezes, por exemplo, falamos algo e imediatamente gostaríamos de poder voltar atrás e desfazer aquilo? Quantas decisões tomamos e quantas ações realizamos, que só nos trazem arrependimento e dor? Como seria bom poder voltar atrás e consertar tudo isso. Mas não infelizmente não podemos.

O filme, porém, não nos leva a ter inveja do talento de Tim, mas nos convida a enxergar a vida com outros olhos. Se não podemos realizar a tal da viagem no tempo, deveríamos redobrar e até triplicar a atenção naquilo que fazemos e falamos. Quem sabe pensaríamos duas vezes antes de trocar uma palavra áspera com alguém, de magoar quem amamos, de expandirmos nossas amizades e relacionamentos, de sermos profissionais melhores, cristãos melhores, e fazermos de tudo que nos cerca, um lugar melhor para se viver.

Ao nos colocar sob tal perspectiva, não é perda de tempo reavaliar nossas prioridades, aquilo que realmente possui mais valor para nós, como família e relacionamentos. Com o passar do tempo, Tim aprende que cada dia que ele tem é um presente que deve ser vivido em sua plenitude, e até os momentos desagradáveis, a dor e a tristeza que sentimos podem nos servir de aprendizado para nos tornarmos pessoas melhores.

A vida passa muito rápido, e se não pararmos um pouco de vez em quando para apreciá-la, perderemos o show. Tim eventualmente aprende que a vida não se trata de estar preso ao passado, mas de construir um futuro melhor hoje mesmo. E com o passar do tempo, ele passa a usar cada vez menos sua habilidade e simplesmente viver aquilo que está diante dele.

Meu convite hoje pra você, é que aprecie seus momentos, pois eles não voltam. E se por acaso você ainda estiver preso no passado, por algo que tenha dito ou feito, busque emendas para construir um futuro melhor e priorize aqueles que estão ao seu redor, com amor, paciência e muito cuidado e carinho no agir e no falar.

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