Pupilas em Brasas #89 – Juno: O Eco dos que Não Falam

Muito bem galera.

Em meio ao furacão de polêmicas sobre a descriminação do aborto, Léo Agrelos, Thais Xavier e Luciana Santos, do GraçaGirls, se arriscam nesse assunto ao comentar o filme Juno.

O dialogo está aberto. Deixe seu comentário sobre o assunto. Nos ajude com a sua opnião, ela será lida no proximo Pupilas de Segunda.

 

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Leonardo Agrelos
Se acha um host, mas não sabe houstear. Se acha um podcaster, mas tem a linguá presa. Se acha um nerd, mas nunca terminou de ler O Senhor dos Anéis. Se acha um escritor, mas sempre procura no Google como se escreve impeachment. Entre tantos achismos uma certeza, a de que tem que melhorar como pessoa para parecer menos com um babaca.
http://www.pupilasembrasas.com.br
  • Luciana Santos

    Pessoal! Vim aqui agradecer o convite e a coragem de discutir sobre esse assunto!
    Qdo tiverem temas “em brasas”, podem me chamar! Hahahahaha

    Abração! <3

  • Silvana Oliveira E Silva

    O episódio é bom. O tema é relevante.
    Dentro do Cristianismo, penso que não é admissível a hipótese de considerar a vida humana após as 12 semanas de gestação. Na verdade, esse prazo não é para que se considere isso. Seria mais um limite para o desenvolvimento minimo do sistema nervoso central, o que para mim é furado, já que o Sistema Nervoso se desenvolve também na vida extrauterina (por isso os bebês nascem com fontanelas).
    A corrente mais comum e oficial de início da vida hoje é da concepção como o óvulo fecundado implantando no útero. Essa é a posição das Associações americana e brasileira de ginecologia e obstetrícia, também da associações de Medicina Reprodutiva. A Igreja Católica discorda e escolhe o início da vida na fecudação. Vejam bem, independente disso, um feto de 3 ou 4 semanas já é considerado vida, e o aborto nas primeiras semanas abominável.
    Como médica, tenho convicção do início da vida na implantação do óvulo fecundado no útero, vejo o aborto como abominável e assassinato em qualquer circunstância. Vejo a legislação brasileira e suas concessões como o máximo de liberalismo possível para o tema e penso que as mulheres que se utilizam desse dispositivo de sacrificar um ser inocente usando do que a lei lhes permite e carecendo de assistência. Mas por mim ok.
    Para mim o poder de decisão da mulher sobre a vida da criança não é absoluto. Se eu pudesse legislar, incentivaria mais a adoção, inclusive com suporte financeiro à mulher que opte pela doação (antes que alguém diga, o número de crianças recém nascidas é inferior ao de casais na fila para adoção).
    Os dados sobre 1 milhão de abortos anuais é considerado questionável hoje.
    O perfil da mulher que aborta é de 88% cristãs (católicas ou evangélicas), com 20-24 anos, e que já tem filhos. Mulheres que entendem seu significado. Aborto virou um contraceptivo. E pecado e crime é algo relativo.

    Obrigada pelo espaço.

    • Luciana Santos

      Quando gravamos o podcast eu ainda não tinha esse dado sobre as mulheres evangélicas. Creio que esse seja um bom ponto de discussão e reflexão: por quê será?

      • Silvana Oliveira E Silva

        Na verdade são mulheres cristãs. Na matéria que vi não diferenciaram católicas e evangélicas.
        Eu tenho 2 hipóteses. Primeiro que não se explica, não se educa, as igrejas dizem que aborto é errado, mas não explicam o que é. Não mostram como é o estado de desespero do feto enquanto é retalhado na curetagem (eu já vi numa palestra em um igreja em que congregueI, uma exceção nesse mar profundo).
        Segundo que os cristãos separam ortodoxia e ortopraxia. Vão à igreja aos domingos, tomam ceia pra ninguém desconfiar, mas não há compromisso com a prática cristã, afinal, se o pastor não souber e me suspender do louvor, esta tudo certo (um exemplo tipico). As pessoas transam, se drogam, batem nas esposas, abortam, mas se a liderança não souber e não gerar escândalo, tá ok. Afinal, o que importa se Deus esta vendo?

        • Luciana Santos

          Concordo com você, mas o meu ponto é o seguinte: pq eu não me sinto segura num lugar que devia ser um ambiente de acolhimento? Pq eu prefiro me submeter a um processo tão doloroso a ter que confessar o meu pecado? Claro que existem pessoas hipócritas, mas será que o único motivo é a nossa hipocrisia ou tem algo mais complexo aí? Eu não tenho resposta, tô aqui fazendo a mesma pergunta que me fiz qdo li o artigo que fala sobre isso. E nem sei se teremos as tais respostas.

          • Silvana Oliveira E Silva

            A igreja protestante tem perdido o papel de lugar de cura e comunhão. Virou lugar de pessoas sadias, e não de doentes em tratamento.
            Há dois dias me envolvi numa discussão com o grupo da minha célula na igreja, por causa disso. Não dá pra compartilhar algo delicado num grupo, pode ter consequências catastróficas para a vida de alguém. Pastores ouvem um tema no gabinete e não garantem sigilo. Essa “traição” impede a comunhão e consequentemente a cura. Uma mulher grávida é muitas vezes submetida à execração pública. Isso para mim independe de disciplina eclesiástica. Tenho amiga que sofreu disciplina na igreja e foi muito amada por ela, e igreja que se disse muito amante, não fez sequer uma censura à gravidez e na minha opinião não amou nem um pouco.
            Então a causa é multifatorial, como é o esperado para qualquer pecado que exista sobre a face da terra.

  • Ótimo episódio pessoal! Tema polêmico. Pra ser sincero, não consigo me posicionar quanto ao aborto. De um lado, penso na questão da vida, mas do outro, penso nas exceções (estupro, risco de vida etc) que levam alguém a abortar e penso que não seria justo impedir. É difícil…

    Abraço
    EddieTheDrummer (PADD)

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