Por que somos NERDS?

Vocês já se perguntaram como aconteceu ou desde quando são nerds? Eu nunca tinha me feito essa pergunta até resolver escrever sobre isso!

Comecei a retrospectiva e fui parar nos sábado pela manhã dos anos 90, assistindo o desenho de Street Figther com meu irmão mais velho, antes dele ligar o Dynavision e jogar até a hora do almoço! Toda minha referência nerd/geek ~ inclusive saudades ~ vem desse período. Ou seja, há uma imensidão de situações tipicamente nerdísticas que poderíamos enumerar aqui para responder essas perguntas, mas a verdade é que as respostas sempre serão emocionais.

Alguns estereótipos estão entre nós e o que o resto das pessoas achavam que é ser nerd até um tempo atrás! Automaticamente, ao pronunciar essa palavra, imagens de garotos esquisitos dos anos 80, atrás de computadores de tubo amarelados, cabelos repartidos ao meio e óculos fundo de garrafa, brotavam na imaginação de todos. Mas, here we are! Somos mães e pais de família, líderes nas igrejas, estudantes ou profissionais do dia-a-dia com várias histórias legais de como aprenderam algo bom com quadrinhos, filmes, séries, animes e games.

Vejo com muito alegria a nossa recusa de encarar a cultura pop como entretenimento vazio e o Pupilas é um ótimo exemplo de como isso é real. Quantas lembranças já compartilhamos a partir de um cast sobre Bolaños, Vingadores ou (BAANNN!!! Like Michael Bay) Jimmy Bolha?

Conseguir encontrar relevância em histórias que poderiam ser apenas heróis, monstros, aliens, bruxos e princesas, é o barato de ser nerd! Nos ver representados nessas narrativas nos faz sair da mesmice, enxergar o mundo com um pouco mais de criatividade, leveza e curiosidade de aprender sobre o novo.

Vou adorar saber quando e como vocês se descobriram nerds! Contem tudo aí nos comentários. 😉

Vanessa Vieira
Vários nadas habituais de uma social media cristã nerd feminista com muita vontade de fazer diferente de todo mundo até ficar igual.
http://pupilasembrasas.com.br/
  • Cresci nos anos 80 e 90 tendo a TV como minha principal companheira. Como você, acordava cedo aos sábados e domingos para assistir aos desenhos do SBT, destaque para Street Fighter e Batman Animated. Lembro que muitas vezes abandonava as brincadeiras na rua, sim, crianças brincavam na rua, para assistir ao filme do Superman ou Tartarugas Ninjas na Sessão da Tarde, meus amigos falavam que eu era maluco de ficar dentro de casa no calor de 40º do Rio. Acho que meu ponto alto de nerdice foi quando passei a comprar o jornal O Globo de domingo, apenas para ler o caderno Fanzine, que era uma espécie de Omelete e Jovem Nerd News, já que naquela época não tinha internet.

    Quando comecei a frequentar a igreja evangélica, abandonei muitas coisas. Depois dos 30 anos de idade, com influência do Omelete e Jovem Nerd, voltei a me considerar como nerd.

  • Audrey Oliveira

    Na verdade não me acho nerd, acho que sou simpatizante da causa hahaha.
    Gosto da cultura pop, mas não vivo mergulhada nisso como alguns dos queridos pupileiros.
    E sinceramente nem lembro quando me dei conta que era simpatizante da nerdice. Só sei que sou 🙂

  • Não sei exatamente com o q foi, já q comecei a me envolver com um monte de coisas na mesma época. Mas acho que o meu marco zero foi quando eu fui na locadora e me dei conta q para escolher ente um filme bom e um ruim eu tinha q no minimo saber o nome do ator q eu gostava. O primeiro q decorei foi o do Mel Gibson. Daí em diante, o que eu gostava eu me esforçava para saber mais, ou seja, a essência do nerdismo.

    • Desde criança eu era obcecada por saber o nome de todos os atores, diretores e estúdios, também! O cinema veio pra minha vida antes da nerdice, mas acho que foi justamente por isso que tudo cresceu ainda mais.

  • Eu não sou nerd nem geek. Consumo muito coisa da cultura pop, mas só por entretenimento e não como hobby e assim não me aprofundo em pesquisas e notícias. Além disso, é muito mais fácil pra mim me assumir uma “não nerd”, porque sempre aparece um CHATO que diz: “Nossa! Como um nerd não conhece tal coisa”, “Você nunca viu isso? Então você não é nerd” e varias outras frases do tipo.

    Masss!!! Eu tinha uma foto com 2 anos de idade jogando Atari, se a TV estava ligada eu não sei, mas o gosto por vídeo game pegou. E eu adorava assistir filmes com meu pai, era umas 4 fitas VHS por final de semana (sem censura de idade), Os 10 Mandamentos, Ben-hur e Rambo assisti incontáveis vezes, o que me ajudou a pegar gosto por filmes clássicos e de guerra.

    • Menina, engraçado isso! Meu fim de semana era exatamente assim. Era o programa mais esperado do sábado: ir à locadora com meu pai e a minha mãe escolher os filmes do fim de semana. Me perdia em horas ali.

      Essa questão de “o nerd tem que saber de tudo” é uma droga mesmo! Especialmente com as meninas. =/

    • Audrey Oliveira

      Todo mundo da nossa idade já jogou Atari pelo menos uma vez na vida Thais. E pior que eu gostava muito daqueles joguinhos. Também amo filmes, séries e desenhos desde sempre.
      Acho que cresci com a TV sendo minha companhia, talvez por isso tenha pegado gosto.

    • Igor Reis

      Quem fala essas coisas é nerd chato. Pra mim quem faz essas coisas todas que você disse aí é ser nerd.

  • Adriano Toledo

    Acho que eu sou nerd assim desde sempre… Mas tem um ponto em que eu tomei consciência disso e abracei o termo, que como muito bem dito no texto era tido como pejorativo inclusive no meu circulo familiar, que é ligado a dois sites, Omelete e Jovem Nerd… Os textos e notícias do Omelete e descobrir o Nerdcast (e o mundo dos podcasts) foi um momento catártico pra mim, um divisor de águas

    • Cara, como na minha família só tem mulher e os poucos homens que tem não eram nerds, minha única referência era o meu irmão! E ele é filho só do meu pai, então eu tinha só fins de semana nerds na infância! Hahaha

      A relação com o podcast mudou muito o jeito que eu consumo cultura pop e depois informação em geral. Eu confio mais nos podcasters do que nos jornalistas hoje em dia! hahaha

  • Jefferson Silva

    Eu me descobri nerd quando comprei sem saber na banca do jornal os quadrinhos do x-men e descobri a relevância do mundo nerd quando na adolescência percebi aquelas histórias tinha haver com segregação e preconceito

    • Jefferson, meus heróis favoritos são os X-Men e pela mesma razão! Eu comecei pelo desenho, mas ler as HQs influênciou a minha visão sobre todas as outras histórias que vi e li depois. É impossível passar despercebido por isso hoje.

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