Isso é tão BLACK MIRROR!

É a frase que usamos quando algo muito assustador/bizarro/engraçado/sem noção rola mundo a fora e, vamos combinar: é um dos melhores memes que existem! Serve para absolutamente tudo e esse post do Buzzfeed está aqui para provar isso!

Vocês podem pensar: Nossa! Já faz tanto tempo, passa pra próxima.

Acontece que, após um longo hiato causado pelo trauma de maratonar primeira e segunda temporada, inclusive NÃO FAÇAM ISSO EM CASA, CRIANÇAS! NÃO DESGRACEM A CABEÇA DE VOCÊS, resolvi assistir a terceira temporada, produzida pela Netflix, mas dessa vez um episódio por dia ou a cada dois dias! Hahaha

Essa temporada levantou muitos debates e é fato que pode ser considerada, no mínimo, diferente das outras duas! Se as anteriores nos causavam desconfortos profundos (não pense no porco!) e várias epifanias ao longo dos episódios, a terceira temporada é bem intimista e reflexiva, com episódios como Playtest e San Junipero (indicado e vencedor do
Emmy de Melhor Filme Feito para TV e Melhor Roteiro em Série Limitada ou Feito para TV) desse ano.

Eu não havia entendido muito bem o objetivo dessa mudança. Em uma primeira análise poderíamos dizer que a temporada teve uma queda de qualidade em relação às anteriores, mas passado o primeiro susto, percebi que o clichê “black mirror é uma representação da nossa relação com a tecnologia e os impactos que ela causa na sociedade” simplesmente havia ganhado uma nova camada e isso ficou mais claro em San Junipero [Vai perdoando os spoilers]! Ele é o primeiro episódio que oferece um final subjetivo a respeito do “bem” que o avanço tecnológico pode nos fazer. San Junipero, é um servidor frágil como qualquer máquina e suscetível a desligamentos. Mas esse episódio é sobre como a  tecnologia deu uma escolha para aquelas personagens viverem um amor para sempre.

Ou seja, o debate ganhou histórias mais contextualizadas, colocando as nossas relações offline em debate também, pois esse sentimento de aceitação e pertencimento não nasceu com a internet. Sempre tivemos necessidade de participar de grupos de pessoas iguais a nós, com gostos e estilos idênticos, que frequentam os mesmos lugares, clube, festas, coluna social, revistas. Sempre quisemos esconder o que não nos
valoriza, nossas características menos amigáveis e sociais, nossa real aparência.

A internet só escalonou isso! Só evidenciou quem nós já somos.

E vocês sabem o que É MUITO BLACK MIRROR? Essa dificuldade que temos de nos enxergar nesses personagens, de relativizar as escolhas deles. Ou vai dizer que você não cobriu lente da web cam depois do terceiro episódio? Jura que você não ficou estressado quando o motorista do Uber te deu 4 estrelas? Não pensou em alguém com quem viveria em San Junipero?

Eu sim.

Contem aí nos comentários o que vocês acharam dessa temporada! Até a próxima.

 

Vanessa Vieira
Vários nadas habituais de uma social media cristã nerd feminista com muita vontade de fazer diferente de todo mundo até ficar igual.
http://pupilasembrasas.com.br/
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