Podcast 20# Cultura Pop – O Papa é Pop

20_FINAL

Após a passagem do Papa no Brasil, te se tornando um grande evento popular, decidimo analisar o que  torna algo popular.

O que de fato é cultura; o que de fato é popular; o que de fato é cultura pop.

Léo Agrelos, Milla Teixeira, Filipe Rocha, Eric Gomes e Diego Barreto se juntam nesse cast para falar um pouquinho mais sobre os misterios da cultura pop.

Analisamos as vantagens e perigos de ‘algo’ se tornar uma cultura pop.

Leonardo Agrelos
Se acha um host, mas não sabe houstear. Se acha um podcaster, mas tem a linguá presa. Se acha um nerd, mas nunca terminou de ler O Senhor dos Anéis. Se acha um escritor, mas sempre procura no Google como se escreve impeachment. Entre tantos achismos uma certeza, a de que tem que melhorar como pessoa para parecer menos com um babaca.
http://www.pupilasembrasas.com.br
  • Aline Toledo

    Bom, concluindo! hehehe
    Foi bom porque terminei de ouvir logo em seguida, mas não tive tempo de vir aqui escrever.
    Gostei da aplicação que foi feita referente à “mercadologia gospel”. Fui recentemente pela primeira vez à Rua Conde de Sarzedas, no centro de SP, a chamada “Rua dos Crentes” e fiquei beeem impressionada com o que vi. (Os CDs E DVDs cópias sendo vendidos em barraquinhas no meio da rua e o pessoal me chamando de irmã para oferecer, por exemplo!haha)Mas enfim. Quanto aos ritmos, acho que é a velha discussão. O pornô gospel é o pornô “politicamente correto”, são casais cristãos e casados, logo, totalmente loucura isso ser gravado e espalhado, mas…
    Vamos aos ritmos: é complicado falarmos que o funk, o pagode, o samba, o rock cristãos são para agradar o público, isso é cultural. Não estou defendendo um ou outro, mas simplesmente dizendo que não vejo como isso sendo manipulado, é natural. Uma prima minha mineira por exemplo, quando disse que eu não comia porco, disse que não imagina a vida dela sem bacon, sem torresmo… coisas de mineiro.
    O que vejo como manipulação mercadológica é o teor da música. Vê-se pela tirinha do Traços do Reino, em que aparece um camaradinha cantando uma música “romântica” pra Cristo e Ele fala, não me trate como sua namorada… e é verdade.
    O gospel hoje sofre a “auto-ajudação” musical. O relacionamento real que as pessoas querem, creem que é o correto e buscam, é um relacionamento sentimental, sensorial, de cura psicológica e emocional, logo, Jesus se torna “O maior psicólogo que já existiu” (sem críticas à obra, não a li).
    Então, um hino com gaita de foles da Irlanda, na Escócia, é normal e natural. Um hino com guitarra nos States: tal qual respirar. Rolar um cavaquinho e um pandeiro no Brasil, marca nacional, entende meu raciocínio?
    Não me preocupo com os ritmos porque eles não são regra. A regra é um pop rock, uma balada, etc. (vendo em todas as denominações), o que me preocupa é a frivolidade, a superficialidade e a fraqueza espiritual demonstrada nessas músicas, parece que, se D-s não está me embalando em Seus braços o tempo todo, Ele não está comigo. E isso, é um perigo espiritual gigante. Estamos criando e mantendo crianças espirituais mimadas.
    Desde já muito obrigada pelos casts… alimentando meu senso crítico =)

    • Decidimos fazer um cast novo só para responder esse comentario rsrs
      sai hj a noite.
      Mas achei genial sua argumentação.
      Obrigado eu pelo seu comentario. Nos que somos alimentados por boas argumentações.

  • JULIANA COSTA MENDES

    Esse é o mundo do entretenimento! Criado nos anos oitenta para levar as pessoas a perdição.

    • Aprendemos a gostar do entretenimento. Acredito que é um mundo sem volta. A própria igreja na sua maioria procura nos entreter com programas de televisão e internet. A diferença é que se procura entreter com programas que tragam conteúdo. Que de alguma maneira edifique. Assim como tentamos fazer nesses casts.
      Falar sobre esses assuntos é muito importante. Obrigado por dialogar com a gente 🙂

  • Aline Toledo

    Quero fazer um comentário sobre algo que estou ouvindo agora no cast. Ainda não concluí hehe. Pra não perder a idéia, aqui vai: Somos uma sociedade capitalista. Não sei se o capitalismo entra como cultura ou não… mas ele é o sistema financeiro que, creio eu, mais se aproxima com a sociedade atual.
    Quando falam sobre a venda do Crepúsculo, do Michel Teló, do Star Wars e do Walking Dead, que são alguns exemplos dados, não vejo tanta “manipulação” de um mercado envolvido na cultura pop (talvez eu seja muito ingênua). Acho que é comum a Disney dar pulos de alegria por ter comprado a Lucas films, simplesmente porque tudo no nosso mundo tem um preço.
    Aquilo que é considerado patrimônio da humanidade é considerado de ninguém, as políticas públicas tentam manter o que é de ninguém pra todos usufruírem, mas no final das contas, só recebe investimento aquilo que tem dono: novas edições, novos episódios, séries, jogos, materiais de divulgação, action figures, etc.
    Mas, num mundo globalizado como o nosso, temos acesso à diversas artes, e ainda assim, escolhemos o que vai “viralizar” na nossa vida.

    • Oi Aline.
      Excelente comentario. Realmente não tinha associado a influencia direta do capitalismo. Isso até é mencionado no cast mas sem o ‘rotulo’ de capitalismo. Perfeita incursão.
      Assim como vc disse: “se um patrimonio tem dono ele vai ser explorado.”
      Eu acrescentaria que ele será explorado a exaustão. Justamente para garantir os lucros…

      Ficamos muito feliz que o nosso cast possa gerar esse tipo de questionamento. Mais ainda, ficamos felizes que os amigos que nos escultam são tão informados ao ponto de questionar tão bem como vc fez, a cultura que nos rodeia.

      Já terminou de ouvir? Considerações finais please?hehe

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