Ainda sobre brincadeiras

Olha, a gente vive e aprende nessa vida, mas nada nos impede de dar uma mancada ou outra, de sair do nosso “basal” – (o que quer que basal signifique) como diria minha amiga Michela – de vez em quando.

download

Há uns 5 anos atrás, quando eu trabalhava num grande banco nacional (só dou Ibope pra quem eu gosto), num fatídico dia, estávamos com problemas nas linhas telefônicas. Trabalhei a vida toda com atendimento e eu “sei o que é padecer”. Quando as linhas caíam, era motivo de festa!

No ápice de nossa ociosidade, após falar muito sobre nostalgia, decidimos – genialmente – brincar de “O Stop”. Essa brincadeira pode ser conhecida como Adedanha em outros estados (se no seu estado tem outro nome, conte-nos).

Enchíamos os pulmões para falar: “OOOOOOOO ESTOOOOOOOOOPE!” (você leu como se diz, certeza!) Nossa supervisora estava em reunião, e juro pra vocês, nem passou pela nossa cabeça que aquilo não era adequado ao ambiente de trabalho.

A supervisora da equipe vizinha saiu na ponta dos pés, chamou nossa supervisora, e ela veio com sangue nos olhos mandar a gente parar. Quando reuniu a equipe toda já viu a bronca, né?! E nós, com caras de guris melados, não entendíamos o porque da bronca. Essa história ainda nos faz rir nos reencontros da equipe!

tira esse headset que tu á moleque
tira esse headset que tu á moleque

Você já deve ter visto esses vídeos do YouTube de “O que os funcionários fazem quando o chefe sai”. São sempre engraçados e chocantes, como adultos formados podem se meter em tantos besteiróis  e comédias pastelão sem a supervisão de um adulto chat… quero dizer, responsável por perto. Quem me conhece sabe que eu sou sarrista e me divirto sozinha, se deixar. E eu adoro brincar! Cara, como é legal!

Criança que não gosta de ser jogada pra cima, pra baixo, que não gosta de cosquinha, ser perseguida como se eu fosse um monstro, me entediam rapidamente ~desculpa, mundo!~ E gente que olha pra trás e acha que as brincadeiras de criança são tolas e não nos servem mais de nada, me entristecem e revoltam!

O apóstolo Paulo, aquele lindo, disse certa vez: “quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. (I Cor. 13:11) E tanto eu, quanto você entendemos perfeitamente o que isso quer dizer.

Hoje estou velha, gorda e cansada, como a maioria de nós; a vida é um enfado às vezes. Mas deixar de ser menino não significa esquecer ou desprezar a infância. Quando somos crianças somos impulsivos, inconsequentes e impacientes. Mas os tapas do Batman que a vida nos dá (aqueles, com as costas da mão), nos mostram que a nossa infância nos trouxe até aqui e nos fez quem somos. Tudo depende do foco: bom ou ruim? Meio cheio ou meio vazio? Tive minha cota de sofrimento da infância, mas olho pra trás com carinho e tento relembrar hoje e melhorar as lembranças.

Às vezes é bom brincar, rir descontroladamente até chorar, rir de nada, correr até suar, ralar o joelho e tirar o tampo do dedão do pé de novo. Use as crianças da sua vida pra te lembrar como era boa essa fase que nunca mais voltará! Quando era pivetinha, na escola dominical da IPB da Vila Varela, a tia Ângela me ensinou a decorar: “Lembra-te do Teu Criador nos dias da tua mocidade. Antes que venham os maus dias e cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer” Eclesiastes 12:1

(Escrevi de cor! Tomem essa)

Eu O conheci de verdade aos 11 anos, e dia após dia, Ele tem me mostrado onde devo andar. E eu rio na presença d’Ele, com Ele e para Ele. A minha alegria está n’Ele. Quero ser como os pequeninos para herdar o Reino que Ele preparou para mim. É uma reflexão espiritual numa coluna trivial, mas é que o Deus a quem sirvo está comigo nos meus risos e lágrimas. Desde a minha concepção até a minha morte. No dia que eu tomei bronca no trabalho e agora que escrevo à vocês.

Não conheço um Deus sisudo e impaciente. Aposto que Ele brincava com a gente quando pequenos. Estou todos os dias lutando para simplificar minha vida para ser cada vez mais relevante para Ele. Vamos nos exercitar juntos: você brinca daí e eu daqui, assim aumentamos os laços com quem amamos e tornamos nossa vida mais vazia de nós, para que Ele possa nos habitar. 😉

Não sou muito fã dessas ilustrações, mas sintam o que quero dizer!
Não sou muito fã dessas ilustrações, mas sintam o que quero dizer!
Aline Toledo
Comentei no site até não me aguentarem mais e me chamarem pra gravar. Escrivinho pautas e textos por aqui. Administradora frustrada, sou fotógrafa nas horas úteis, Bozolina nas horas vagas. Gosto de ajudar, de ser querida, de falar, de rir esquisito, de comer a vontade (pedindo a Deus para não engordar) e me apego fácil. Choro como a Chiquinha, rio como uma hiena. Amo esse projeto e sou grata a Deus por vocês, ouvintes e leitores.
Top