[CINEMA] Batman vs Superman – A Origem da Justiça Blog Cinema Críticas by Adriano Toledo - 25/03/201604/04/20165 AVISO: ESTA CRÍTICA CONTÉM SPOILERS DO FILME. SÓ LEIA SE VOCÊ JÁ ASSISTIU. Finalmente a profecia de Eu Sou a Lenda se cumpriu! O filme de 2007, com Will Smith, se passava num mundo pós-apocalíptico onde, num dado momento, é possível ver um outdoor com um suposto filme com o Batman e o Superman juntos. Na época ninguém via isso como uma possibilidade. Tinhamos acabado de ver Superman Returns, reconhecido pela maioria como um filme fraco, e também já tínhamos Batman Begins, com Christopher Nolan nos dando uma versão fantástica do Morcego de Gotham. Porém a Warner acreditou em Zack Snyder e o colocou a cargo deste projeto gigante. À sombra da concorrente Marvel, com seu expansivo Universo Cinemático de bilheterias bilhonárias, a DC decidiu tentar o mesmo feito, iniciando em 2013 com Superman: Homem de Aço. Já sob o comando de Snyder, que já era conhecido por adaptar com considerável sucesso (e muito Slow Motion) obras dos consagradas quadrinhos como Watchmen e 300. O filme de estreia teve críticas divididas, com muitos fãs descontentes com a visão de Snyder do Azulão, que realmente é diferente dos quadrinhos. O Mundo Após a Morte de Zod Batman vs Superman – A Origem da Justiça (Batman Vs Superman: Dawn of Justice, EUA, 2015) lida com a repercussão gerada pelos incidentes de Homem de Aço. No longa, o mundo inteiro começa a se incomodar com o fato de ter um ser de poder inigualável entre os seres humanos, e suas ações não poderem ser controladas ou julgadas. Mas duas pessoas em específico estão bem mais incomodadas que a maioria: Bruce Wayne e Lex Luthor. | Talvez se a DC tivesse copiado só um pouco a simplicidade dos enredos da Marvel nos cinemas, o filme tivesse sido mais agradável, menos cansativo. Wayne se ressente do Superman pelos danos à inocentes pegos no meio da batalha contra Zod no filme de 2013. Já Luthor aparentemente teme que um ser com tamanho poder possa se tornar um tirano, e sua solução é simplesmente matar esse ser. O filme mostra, ou pelo menos tenta mostrar, esse conflito entre forças e pontos de vista. Em partes ele consegue. Em partes não. Super-Heróis de Snyder O filme tem sofrido com as críticas especializadas; os envolvidos já estão se defendendo, dizendo que o que foi retratado é a visão de Snyder desses heróis – uma contextualização de personagens criados à quase 100 anos atrás. A minha opinião, não sendo um especialista, mas apenas um pequeno nerd que cresceu lendo e assistindo esses personagens, é que o diretor mudou certos pontos que me incomodam. Em busca de retratar um mundo de heróis mais factível com o nosso mundo, Nolan teve muito mais sucesso que Snyder. O primeiro conseguiu a façanha de adaptar o Batman de Frank Miller, Danny O’Neil e Jeph Loeb fielmente para as telas do século 21. Já Zack ignora pontos vitais para a caracterização do Morcego, como sua regra de ouro de nunca matar. Mas Então… O Filme Deu Certo ou Não? No âmbito geral, o filme também peca por querer ter muitos plots e todos eles serem corridos demais, chegando a ser desconexos. Talvez se a DC tivesse copiado só um pouco a simplicidade dos enredos da Marvel nos cinemas, o filme tivesse sido mais agradável, menos cansativo e não teria 2 horas e 40 minutos. Mas não pense que o filme é uma bomba, ok? O filme é bom em muitas partes também. A trilha sonora é impecável, com Hans Zimmer em parceria com Junkie XL. As cenas de ação finais são muito empolgantes e bem construídas; te deixam colado na cadeira. Isso em parte acontece pela inserção de uma personagem que rouba a cena no filme, a Mulher Maravilha. A Diana Prince de Gal Gadot tem poucas inserções, mas são precisas e mostram uma amazona muito mais bem caracterizada que os dois figurões que dão nome ao filme. Claro que temos diversas menções à continuidade desse universo nos cinemas. Chega a ser até meio chato, tipo, “ok, já entendi que vai ter filme da Liga da Justiça“. Mas achei promissoras as pequenas amostras do Cyborg, Flash e Aquaman. Inclusive o Flash tem uma inserção a mais, no que parece ser uma mensagem do futuro para o Batman, bem característico das histórias do velocista. Tendo coisa boas e coisas não tão boas, Batman vs Superman merece ser visto, até porque as conclusões devem ser tiradas por cada um de nós não é mesmo? Related PostsPupilas de Segunda #135 – 2020: O Melhor Ano de Nossas VidasLove, Death + Robots: Noite de Pescaria – Choque de GeraçõesPupilas de Segunda 151 – Esquenta para o Oscar 2022Pupilas em Brasas 236 – Ainda Estou Aqui: Agoniza Mas Não MorreA Última Semana de Nossas VidasDwayne “The Rock”Johnson negocia para protagonizar remake de Aventureiros do Bairro Proibido Share on Facebook Share Share on TwitterTweet Share on Pinterest Share Print Print