[CINEMA | SEM SPOILERS] Star Wars Episódio VII: O Despertar da Força

Quando, há 10 anos atrás, eu saí do cinema depois de ter assistido a estreia de Star Wars Episódio III: a Vingança dos Sith, disse muito emocionado, que aquele era o melhor filme da saga. Talvez ele não seja nem o melhor filme da Nova Trilogia. Mas foi a emoção, falando mais forte dentro do coração. A alegria de viver tempos onde filmes inéditos de Star Wars estavam sendo lançados no cinema. Acho que a emoção voltou, forte agora, mesmo eu tendo relutado em deixar ela mostrar as caras. 

10 anos se passaram. Muita coisa mudou. Eu mudei. Você também. O público do cinema mudou. Na verdade, 30 anos se passaram desde o lançamento de O Retorno de Jedi, encerrando a Trilogia Clássica. O Episódio 1, em 1999, deveria ter trazido equilíbrio à Força e unido a Galáxia, mas sabemos que não foi bem assim. É por isso que fãs estão gritando aos quatro ventos que Star Wars: O Despertar da Força (Star Wars – The Force Awakens. EUA, 2015), o sétimo episódio da Saga, é o filme pelo qual estávamos procurando. E esperando.

Tive de me preparar emocionalmente para assisti-lo. Queria ver com olhos críticos, mas não poderia deixar o lado fanboy de lado. Afinal, eu QUERIA aquele filme. Já tinha me arrependido por deixar esse lado falar mais alto quando assisti Episódio 3. Mas algo dentro de mim já estava feliz. Algo me dizia que não tinha como dar errado. Eu praticamente chorei no primeiro trailer. E os outros me deixaram muito, MUITO feliz. Já estava satisfeito só com os trailers, por ter visto coisas que nunca tinha visto em Star Wars, como a Millenium Falcon voando daquele jeito. E outra, sempre gostei do J.J. Abrams, apesar do que dizem dele por aí. Enfim, eu não só queria, como sabia que iria sair do cinema com um sorriso de orelha a orelha. BINGO.

| “Até um Chewbacca de 2 metros, vestido de terno e gravata, marcava sua presença na fileira em frente a que eu estava. Juro.”

Contei 9 sabres de luz na sala onde assisti. Perdi a conta entre o 13 e 14, no número de cosplayers de Jedis, Princesas Léia e afins dentro da sessão. Camisetas temáticas de Star Wars davam a impressão de serem obrigatórias para entrar na sala. Até um Chewbacca de 2 metros, vestido de terno e gravata, marcava sua presença na fileira em frente a que eu estava, a M-9. Juro. Tinha um cara, de 2 metros, vestido de Chewbacca de terno e gravata na fileira da frente. No cinema multiplex em que assisti, mais 3 salas iriam exibir o filme, na sessão da 00h01. No saguão, equipes de TV filmavam as centenas de fãs caracterizados de personagens da Saga. Vi que eu não era o único que sentia que esse filme seria especial. Vi que não estava sozinho. Não seria uma “reprise” do que aconteceu em Episódio 3, que também assisti numa estreia, numa sala em que nem sessão lotada teve. E na de ontem, tinha um Chewbacca, de terno e gravata, gritando “Chupa, Spock!” enquanto entrava na sala (detalhe importante: li que o trailer no novo Star Trek seria exibido nas cópias do Episódio 7. Parabéns ao Cinemark por ter respeitado os fãs e não ter exibido nem o trailer, nem comerciais antes do filme).

Enfim, essa não é uma crítica. É mais um texto te dizendo pra ir tranquilo. Teremos uma Nova Trilogia poderosa. Bem feita. Feita por fãs. É tudo tão novo, mas tão familiar, que causa um sentimento estranho, mas incrível. Um sentimento que nunca senti vendo outros filmes.

Vá com o coração aberto a viver uma experiência. Se permita ser um fã ardoroso. Vibre nas cenas em que o fan service é atirado em sua cara. Eles são bem feitos, bem colocados na história e deliciosos. Mas não leia nada a respeito do filme. Não busque informações sobre a trama. Não tente descobrir coisas pelos trailers. Aproveite. Sinta. E vem aqui, chorar abraçado comigo, porque 26 de Maio de 2017, estreia de Episódio VIII, ainda tá muito longe…

Rocha
Já assistiu e leu de tudo. Mas tem uma séria incapacidade em fazer contas de cabeça.
Top