
Com Kung Fu Panda 3 (2016, EUA/China) chega ao fim a saga do guerreiro kung fu mais gordinho da cidade e pode ser considerado um fim justo.
Mais uma vez, temos Jack Black dublando Po, o guerreiro escolhido para defender o Vale, que agora está sendo atacado por um antigo mestre das artes marciais e que tem um passado muito próximo da história do mestre Oogway. Juntamente com isso, temos a revelação do verdadeiro pai de Po. No meio da confusão em ter dois pais, defender o vale e ser o mestre dos Cinco Furiosos, Po tenta ser ele mesmo.
| Um final digno para personagem tão simpático.
Não adianta chorar; se um filme ganhou muito dinheiro, ele terá continuações. Mesmo que aparentemente não haja história para isso. O primeiro filme tem o grande trunfo da novidade. O segundo perde o fator surpresa, mas se segura no carisma. O terceiro tentou tirar uma profundidade maior do personagem principal. O ambiente familiar encontrado por Po gera uma empatia e ótimos momentos. Deve ser por isso que Kung Fu Panda 3 consegue superar seu antecessor. Apesar de ser tecnicamente melhor, o terceiro filme pode, no máximo, se igualar ao primeiro.
As dublagens estão excelentes. Nesse, temos o acrécimo do oscarizado J.K.Simmons como o vilão da trama – que, por sinal, tem a trilha mais empolgante e marcante de toda a trilogia. Bryan Cranston também está no filme. Que elenco fantástico.
Os Cinco Furiosos, que já tinham sido deixados de lado no segundo filme, nesse viram participações especiais. Mas a história consegue ser envolvente ao ponto de costurar bem essas pequenas participações.
Me parece um final digno para personagem tão simpático.